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Feb 18, 2009
o-oh

uma música dos smiths fala assim:
but i'm still fond of you... o-oh-oh...

ainda. muito. muito amor.

Posted at 04:17 am by kinetic
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Dec 24, 2008
half of what i say is meaningless

but i say it just to reach you.

não parei de escrever por não amar mais, não é isso. mas mesmo virtualmente sinto o silêncio aumentando como um abismo. depois de quase duas semanas que fui embora, depois de finalmente saber o que aconteceu, depois de ouvir sua voz em 19 de outubro, o que mais eu poderia dizer?
"eu te amo" foi o suficiente pra você? acho que não.

Posted at 05:53 pm by kinetic
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Dec 18, 2008
todas as músicas são pra você

você vai me achar burra, idiota, boba, criança, não auto-prioritária, se imaginar que ainda gosto de você.
eu gosto mesmo.
mesmo sabendo que você é egoísta, interesseira, falsa, manipuladora, medrosa, sabendo que você se esconde atrás de projeções de fortaleza que não consegue sustentar.
eu aprendi a amar você inteira. não só as partes legais.
mas não choro mais por você. descobri isso ontem, quando chorei. era uma música do paulinho da viola, "a razão porque mando um sorriso/e não corro/é que andei levando a vida/quase mortx/quero fechar a ferida/quero estancar o sangue/e sepultar bem longe/o que restou da camisa/colorida que cobria minha dor". da outra vez que eu tinha chorado, no domingo, não foi por você. foi por ter sido enganada por uma amiga.
queria te dar um presente de aniversário mas depois de finalmente ficar sabendo, pela ellen, que você e silvie ficaram, não sei se ainda vai ter alguma porta entre a gente. não é só ciúme mas não vou te explicar isso.
eu não devia querer te explicar nada, nem te escrever, porque você resolveu me colocar no silêncio. mas ainda bem que somos diferentes. eu me dou outras chances. não estou mais apaixonada pela minha própria dor do que por mim mesma. na verdade minha relação com a dor é que ela me faz aprender muito, mas não tem nenhum afeto nisso não.
antes eu achava que só você tinha coisas a me ensinar. eu não me sentia burra perto de você, como eu me sentia perto do cled. não é isso. mas eu me sentia uma esponja, querendo aprender tudo, querendo estar perto da sua sensibilidade, da sua sabedoria, do seu ódio decidido pelos machos.
eu até tô bem, sabe? ontem, no ensaio (do grupo de pagode. tem várias músicas que canto pensando em você, é foda), alguém falou uma coisa engraçada e ri muito. aí a julia, que é a pandeirista e que passou a tarde toda me olhando ou vindo me dar um carinho dizendo 'cara, dá pra sentir como você tá mal. fica bem, fica melhor, se cuida tá?', olhou pra mim com uma cara engraçada e disse 'eita, você tá rindo'. eu respondi pra ela 'julinhazinha, eu jamais vou negar uma risada'.
é assim que sou. rindo alto sempre. mesmo estando muito triste.
acho que te amo tanto porque aprendi a me amar infinitamente a partir de você. a partir de ter te encontrado. é por isso que estou sim destruída, mas ninguém tinha o direito de me esconder nada usando como desculpa uma suposta vulnerabilidade: você nunca entendeu que desde o dia 10 de maio eu não sou mais aquela pessoa que ficava se arrastando pra ter suas experiências filtradas, legitimadas, a partir do amor de outra pessoa.
é por isso que estou destruída, desconfiada, me sentindo envelhecida ("eu que não fumo queria um cigarro/eu que não amo você/envelheci dez anos ou mais/no último mês"), me sentido endurecida, sentindo que nos perdemos, mesmo, completamente, que talvez nunca mais vamos nos abraçar de novo, você que é a pessoa que escolhi amar como nunca amei nada nem ninguém na vida a não ser eu mesma, mas não vou ficar chorando pelos cantos pensando que minha vida não vale nada, como eu tava quando você me encontrou.
eu precisava de você naquele momento, lou. e caraca, muito infinitamente obrigada por ter estado lá. mas você não tinha o direito de enganar nós duas porque pensou que eu só ia querer estar com você enquanto precisasse de você.
você é tão boba... mas tô torcendo pra que não precise mais sofrer tanto pra aprender as coisas. aprender a ser amada.
eu sei te amar, sim. não quero mais aquela música que você mandou não.
sei te amar e vou continuar amando enquanto eu quiser. você é incrível! e é a mulher mais linda que eu já vi na vida. e tem o melhor beijo do mundo. e quando te abracei aquela vez lá em casa, depois que vocês foram soltas, que você disse que eu tinha um abraço muito gostoso e que eu tava fodida, porque você nunca mais ia me largar, eu achei ótimo. e nunca mais quis te largar também.
t.

Posted at 04:35 am by kinetic
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Dec 13, 2008
os beatles não sabiam de nada...

tem uma música deles que diz 'all you need is love'. não acho que amor é só questão de precisar. é de querer, também.
hoje percebi que não *preciso* de você, lou, meu amor. mas eu *quero* estar com você. sabe a diferença?
óbvio que sabe. você sabe tudo! você é muito esperta, querida. hoje eu meio que consegui uma oferta de emprego. não me deu vontade de te perguntar o que você acha que eu deveria fazer ou o que você tava sentindo a respeito, como eu sempre quero fazer né?
então pensei, como já pensei em outros momentos, 'não preciso dela. quero estar com ela porque quero, não porque preciso'. mas como você não quer estar comigo fico nesse silêncio doido y doído... y distante.
hoje mandei o link do zine que fiz, 'cariño'. tô há um tempãããão querendo fazer esse zine... consegui terminar ontem no começo da tarde, depois de ficar um tempinho de madrugada fazendo. foi uma edição especial pra bornu. ah lou, falando na bornu, não achei massa que você riu desdenhosamente dela, ou se referindo a ela, naquele dia em que a ellen cantou na cultura por causa do 'sem rótulos'. po, queria conversar com você sobre isso.
não só sobre isso, na verdade...
por isso esse diário maluco. pra parecer mesmo que loucamente que posso conversar com você. mas então, fiquei de madrugada fazendo o cariño. tem uma declaração de amor pra você... ficou lindo, tem capa de pano, com botões. quando tava pregando os botões lembrei da bolsinha de crochê que você fez pra flores, com o botãozinho. achei a coisa mais fofa do mundo aquele presente com o botãozinho.
você é tão amada...
outro dia eu tava lembrando, também, de você falando sobre sua sobrinha. caralho, me deu uma saudade sinistra. aff
hoje a jane veio aqui cortar o cabelo da bornu, você deve saber disso né? quase mandei um abraço pra você, por ela, quando ela tava indo embora. não 'quase', mas eu pensei em.
porra, você me desprezar é foda.
mas então. o emprego. cozinheira num restaurante vegetariano em alto paraíso. que DEMAIS, né? tenho que mandar meu currículo, mas eu não tenho um currículo! o que vou colocar nele? caraca.
começa já em janeiro... tomara que role, sabe. quero muito.
aí eu também fiz o zine... brinquei ou briguei com a gata... fiz janta pra mim y pras meninas agora à noite. um feijão bem gostoso, arroz com lentilha, um outro arroz (integral) com dendê e pimenta biquinho.
minha vó chama pimenta biquinho de 'peitinho', já te contei isso? porque ela acha que parece um peitinho. rarrarrarrarra
tá tocando uma música que diz 'você: um sonho, meus pés: o chão. mesmo que bravo, o mar virá na canção".
não vou mais pra bolívia, então. se esse trampo rolar mesmo. imagina, vou aprender altos pratos! altas manhas! é com aquela mulher que tem umas coleções de livros de receitas veganas, em toda livraria quanto há.
hoje tive muitos pesadelos. mas não lembro direito... eu quase lembrava, na real eu acordei lembrando... a cabaret ligou às 07:02 da manhã pra dizer que tava passando aqui pra gente ir pra cachoeira, eu, ela, bárbara y vanessa. elas tinham acabado de chegar da balada! achei nada a ver, mas como eu tinha combinado de ir com a sabrina disse que ia esperá-la.
íamos na indaiá. acabou que ninguém foi, acho. espero que a cabaret não tenha ficado chateada...
ah, também falei com minha mãe, por telefone, do emprego. ela achou massa. só que aí, lou, eu acho que ia enrolar mais um pouco pra me formar. se, depois da experiência (1 mês), eu fosse ser contratada mesmo. porque ainda devo duas matérias presenciais, que eu ia deixar pra depois.
ou então tentar pegar domiciliar, como fiz no semestre passado, lembra?
será que você ainda lembra de mim?
ah! quase eu ia esquecendo! ontem, no caminho pra funfarra, eu tava com ellen e bornú no carro, aí... aí falei pra colocar na 105 que eu queria ouvir tracy chapman. tava tocando outra coisa, aí mudamos de rádio. aí depois voltamos e sabe o que tava tocando?
tracy chapman. rerrerrerre
mais uma das músicas que me lembram você: "se eu te dissesse as palavras certas no tempo certo, você ficaria comigo?"
a anie, melhor amiga de bornu y ellen, veio aqui pra casa com elas (elas tão ali na sala, muito bêbadas, bobas, risonhas, divertidas, irritantes enquanto estou escrevendo). aí ela me perguntou se eu ainda tava muito apaixonada por você.
ainda.

Posted at 06:14 pm by kinetic
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Dec 11, 2008
uma fitinha k7 + um papel bonito

tudo embrulhado em um pacote de pano com laço de fita.
assim eu queria te escrever uma carta hoje. uma das músicas ia ser 'sem saber', do djavan. a letra é assim:

a vida já é um absurdo
com você longe muto mais
a estrada é ruim
oh, trânsito que não vai
mas com a gente tudo ia em paz
é você que esquenta sem saber
você não me vê como eu sou
quando vou te ver
dias sem calor
que fará, o que me dirá
fui pra cama cedo
temendo o mistério
que desassossego
me diz o que quer
e eu dou
e não dou

esperando nada

dou...
silêncio na noite
a noite brilhando
meu bem, eu te adoro
eu sigo pensando: vou
ou não vou
eu preciso dela
vou
enfrentar o caos
conceder, reconstruir
retirar o sal
vamos ver, se ela sorrir
sorrirei também
e farei, seja o que for
pra voltar atrás
e o que mais,
mais vale o amor

a carta ia te contar como ontem uma menina foi ler meu mapa astral aí começou logo com uma frase que você me disse uma vez, sobre eu não ser prioridade na minha vida, aí já falei pra ela parar de ler... nem quis saber mais. mas dei muita risada com as outras leituras, foi muito divertido.

e o que mais vale o amor?


Posted at 07:44 am by kinetic
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Dec 9, 2008
a música foi feita porque você existe

quando acabou
nosso romance o meu mundo desabou
a solidão
me abrigou, sofri sem você
sei que não quis
dizer adeus
eu vi no seu olhar
está infeliz
e tenta disfarçar
só faz se magoar

ouça meu bem
não deixe a chama da paixão se apagar
pro nosso bem, esqueça tudo que passou...
eu sei que não é o fim
seu corpo me chama
escute a voz
do seu coração
a voz da razão!

não sei viver
sem teu amor, sem teu abraço,
só você me dá prazer
te quero do meu lado custe o que custar
eu amo você!
sinceramente, eu esqueci de te esquecer
chega de sofrer
o orgulho não nos leva a nada, pode crer...

Posted at 04:28 am by kinetic
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Dec 8, 2008
"não diga nada sobre os meus defeitos"

xuxu,
você pode falar o que quiser sobre eles. conheceu um punhado dos bem piores, né? mas acho que tem outros que você não sabe. vou te contar um: gosto de filmes com o adam sandler. você deve se lembrar dele, se é que conhece ele, de filmes bem bobos como water-boy, a fortuna do mr. deeds, o herdeiro... um monte de filme sobre o cara bobão, mas boa-praça, que dá uma sorte na vida aí vira rico etc etc
tem uns que eu vejo só porque acho ele simpático (nos limites de um cara), mas tem uns que gosto MESMO. por exemplo, embriagado de amor. é um dos filmes mais lindos que já vi, apesar de heterocentrado. outro massa é como se fosse a primeira vez. outro é espanglês, muito massa mesmo. tem uma discussão sobre classe que é massa, até, pra um filme hollywoodiano com um cara bobo.
aí hoje vim pra casa da minha mãe, depois de ter dormido na casa da ellen ontem (a gente foi pro dedo, tava muito massa lá. o dedo sempre me lembra você). fiquei vendo tv um bocado de tempo, até que começou um filme com ele. não sei o nome mas é sobre um ex-jogador de futebol (americano) que vai preso (filmes sobre cadeia me interessam muito mais depois da casa das pombas), aí na cadeia ele tem que montar um time de futebol pra jogar contra o dos canas, porque o diretor escroto do presídio quer que o time dos canas faça uma boa estréia com um time tosco pra ficar bem na mídia.
ok. aí tem toda a coisa do recrutamento de jogadores, que é super homofóbico, óbvio. tem muitas bichas no filme, todas negras (isso é muito perverso, mas é só uma das coisas racistas perversas do filme), que pedem pra jogar mas são tiradas. depois elas 'podem' montar uma torcida.
o filme, como todo filme sobre cadeia nos eua (pelo menos que já vi), é racista pra caralho. essencialmente racista. não só racista, porque faz um retrato do sistema penitenciário de lá, que é racista porque uma ferramenta de um sistema que existe pra segregar pessoas negras das brancas com método 'campo-de-concentração' como preferencial, mas sádico. todo filme desses tem pelo menos uma pessoa preta que vai morrer. geralmente ajudando, virando amiga, ou pra salvar a vida de uma branca. nesse filme é exatamente assim. achei engraçado que o ator que faz o pretinho bacana amigo do branquelo é o mesmo ator que faz o narrador de oz, que é também o mesmo ator que faz aquele seriado "todo mundo odeia o chris". também histórias racistas sobre o sistema penitenciário racista dos eua, mas que não querem denunciar esse racismo, só ser uma ilustração mais engraçadinha dele (no caso desse filme do a. sandler)
caralho tô escrevendo pra caralho essas coisas que eu queria muito estar te falando... tô escrevendo num intervalo do filme depois que o pretinho bacana morreu por causa do branquelo,
(agora o filme acabou)
eu queria te falar sobre a cena mais emocionante. o filme tem muitas daquelas emocionantes, ou eu é que ando mesmo à flor da pele. 'ando' não, 'sou'. então. aí tem uma coisa do branquelo convencer os internos pretos que jogam basquete a entrar no time, porque eles correm muito. só que ninguém quer. aí eles jogam uma partida, o branquelo contra o fodão dos pretos, aí ele perde. um dos negros acha massa a coragem que ele teve de segurar a onda até o final y decide entrar no time. os outros negros ficam meio putos, mas de boa.
aí tem um delator, um velhinho branco, que conta pro time dos canas que esse cara rápido entrou no time. aí veio a cena que me deixou com tanto medo quanto eu não sentia há semanas, quando recebi um telefonema cabuloso da jô ou um pouco antes, quando tava indo pegar ônibus, um cara apareceu do nada na minha frente y quase mijei nas calças (ele tava atravessando o meu caminho). o corredor tá na biblioteca arrumando quando chegam três canas. eu falei que os canas são todos brancos loiros? pois são.
eles começam a ameaçar ele. quando eles vêm chegando, em câmera lenta, é que minha espinha congelou. senti frio nas pernas, mesmo. achei que iam matar ele. a cena seguinte é linda porque os cana-nazis ficam sacaneando ele, pedindo sugestão de leitura, aí ele aponta um livro do malcolm-x. tem outros dois negros, do time de basquete, na biblioteca, eles ficam sacando tudo. os cana-nazis nem chegam a ameaçar verbalmente o corredor, mas derrubam os livros, mandam ele catar, ficam querendo ofendê-lo por chamá-lo de negão... dá um medão da porra essa cena.
depois de um monte de humilhação, racismo, eles vão embora. os outros dois negros, sentados, se olham. a cena seguinte é de volta ao campo de treinamento, uma tomada a distância mostra num plano o treino, no outro, mais atrás, os caras do basquete chegando.
lou, nessa hora eu vibrei! bati palmas! total brotherhood chegando! em solidariedade ao outro, velho. é muito muito muito emocionante essa cena! é a mais foda do filme! as pessoas pretas tão pelas pretas. cara, muito bonito!
ao mesmo tempo em que vibrava eu pensava 'caraca, esse filme, racista que é, certamente tem aí entre essas personagens pelo menos 3 estupradores. o mito do negro estuprador é fundante em sociedades racistas'.
de certa forma, me senti dividida por estar torcendo por supostos estupradores. mas eu não aceito esses mitos não. tava torcendo pelos caras pretos. fico imaginando o que você ia dizer...
sinto muita saudade da sua voz. algumas coisas que você dizia, que eu ficava rindo da sua cara, agora tão internalizadas em mim. do tipo 'só quando tooodos, todinhos morrerem é que a gente vai ficar de boa'
rarrarrarrarrarra
todos, todinhos.
amo você, pra sempre!
t.

Posted at 06:33 pm by kinetic
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Dec 5, 2008
gatinha

queria te apresentar a gatinha, lou.
hoje eu tava com um vestido novo, que tem um decote, aí ela veio deitar no meu colo (ela faz isso quando tô no pc). aí ficou miando um tempão, rodando no meu colo, puxando minha mão pra fazer carinho, miah-miah-miah, toda agoniadinha réia. aí subiu pela minha barriga pra enfiar a cabeça no meu decote
rarrarrarrarra
lembrei de você
duas gatinhas
hoje fiquei falando um mooonte sobre você pra umas amigas pretas. te chamei de tudo que é nome, 'desgraçada', 'piranha', 'a mulher mais linda que tava lá era ela'... tsc, que amor rasgado =/

Posted at 06:25 pm by kinetic
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Dec 4, 2008
reveillon

querida lou êini,
hoje eu ia te escrever um imeio. dizendo assim:
título: "quer passar o reveillon comigo?
assunto: não precisa responder me xingando se não quiser. simplesmente não responde. vou entender. não digo que nunca mais vou te escrever porque provavelmente vou, sim, no seu aniversário.
te desejo tudo de bom, lou!
t."
mas aí eu tava muito agoniada. tinha ido no banco pegar dinheiro pra uma moça que veio aqui hoje dar uma oficina de como fazer tofu (é a mesma de quem compramos tofu. você já deve ter visto ela na feira de orgânicxs da unb), mas é tão complicado fazer, suja tanto as panelas, que decidi não ser produtora de tofu mesmo não, mas continuar dando uma força pra ela sendo consumidora dos que ela produz.
aí veio uns caras armados, daqueles que trocam a grana. eu saí de lá correndo porque arma me dá um medo sinistro. fiquei tremendo. sentei longe esperando eles saírem.
pensei que ia passar o reveillon sozinha porque não tenho me sentido especial. só queria estar com alguém se fosse com você. mas do jeito que você corre de mim, deve me achar tudo menos especial.
então pedi um sinal qualquer pra quem quer que seja que anda me acompanhando (ou então eu já estaria mesmo louca) pra saber se eu devia te escrever ou não. como sinal não chegou, liguei pra ellen.
decidi não escrever.
obviamente você sabe, como ninguém, que decido uma coisa pra daqui a 06 minutos estar sentindo ela completamente diferente. mas dessa você se livrou.
também tô pensando em passar a virada sozinha. o que vai ser bom pra que o ano tenha esse caráter... enfim, não sei explicar isso agora. não que seja bom o caráter da solidão, mas de eu fazendo coisas comigo mesma.
que sejam tão especiais quanto se a gente tivesse junta. é um desafio.
agradeço sempre por você ter aparecido. mas sempre choro por você ter sumido. tô ficando cada vez mais esotérica. é engraçadão, rerrerrerre
com amor de coração rasgado,
t.

Posted at 06:33 pm by kinetic
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Dec 3, 2008
como uma borboleta

sonhei com você essa noite
y caí da cama duas vezes
você pode
me espetar num alfinete y emoldurar
como a uma borboleta
mas "me leva pro aconchego da tua cama"
foi uma coisa que você nunca disse

também não é meu não, lou. é tradução de uma música dos smiths. tô com uma saudade aguda de você. vi sua mono no pc da ellen mas ela me falou pra não ler. por falar em mono, entrei de férias hoje!!
caiu um peso enorme das costas. das 3 matérias, terminei 2. ok, semestre que vem restarão 4. aí me formo. aí vou tentar ir embora.
ontem fui num samba com a misha, ela me disse que achava que a gente era namorada. tipo, hoje ainda. fiquei toda boba. toda orgulhosa. como eu ficava de ser sua namorada clandestina andando com você na rua.
no metrô sempre me lembro de você.
tenho ficado pouco em casa porque não tô dando conta de minha relação com a silvie, sinto muita inveja dela porque ela pode ser sua amiga, te abraçar... também me dá inveja da tatu y da florzinha, mas delas eu ando tendo mais é compaixão ('pena' é muito tosco né?) depois dessa tormenta envolvendo a jô.
acho que são 3 minas caminhando pra se foderem um pouco mais.
sabe, lou, eu não tenho medo de sofrer. o que não significa que eu goste de sofrer. mas fugir das coisas da maneira que vocês fogem é tão perverso. às vezes é tentar fugir de sofrimento através de empurrá-lo pra frente. sofrimento não é uma coisa que merece ser compartilhada.
nem engolida em silêncio.
seu silêncio
sem falar meu nome.
desviando de mim quando tô indo no caminho por onde você tá vindo...
às vezes acho que você faz isso porque ainda morre de amores por mim, rarrarrarra, pretensão da porra, né?
com algum lastro.
tenho medo de nunca mais te encontrar, nunca mais te abraçar, nunca mais ouvir sua voz falando comigo.
mas não tenho medo de sofrer.

Posted at 11:23 am by kinetic
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